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Quais os efeitos da pandemia no comportamento dos jovens?

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

Conheça os efeitos da pandemia no comportamento dos jovens e o impacto do isolamento social na saúde mental de crianças e adolescentes.

Após dois anos de ensino híbrido devido à pandemia de coronavírus, grande parte das instituições de ensino já retomaram o ensino presencial. Porém, junto às atividades do ano letivo, as escolas também precisam levar em consideração as consequências desse período de isolamento social no comportamento de crianças e adolescentes.

Em um trabalho conjunto sobre o impacto da pandemia nos jovens, pesquisadores da saúde sugerem que a falta de convívio social, o aumento do estresse na família e a limitação de certas atividades estão entre as hipóteses para a piora no bem-estar mental.

Uma pesquisa feita pelo Datafolha a pedido da Fundação Lemann e Instituto Natura, divulgada em agosto de 2021, mostrou que 75% dos entrevistados na faixa dos 10 a 15 anos disseram sentir falta das aulas presenciais ou de algum professor.

Entre esses jovens, 60% afirmaram sentir falta do convívio social e dos amigos.

De acordo com os pais e responsáveis que participaram da pesquisa, 94% das crianças ou adolescentes tiveram alguma mudança de comportamento durante a pandemia.

A maioria ganhou peso no período de isolamento, quase metade afirmou que sentiu-se triste, enquanto outros afirmaram que ficaram com mais medo ou perderam o interesse pela escola.

Entre os que ficaram sozinhos em casa, foram identificados altos índices dos comportamentos relacionados a dormir mais, ficar mais quieto ou dificuldades para dormir.

De acordo com os resultados, é possível notar que as crianças e adolescentes de famílias com menor renda sofreram mais os efeitos da pandemia.

O impacto do isolamento social na saúde mental dos jovens

A saúde mental dos jovens na pandemia foi uma das grandes preocupações dos pais, escolas e instituições.

Segundo o relatório “Situação Mundial da Infância 2021: Na minha mente: promovendo, protegendo e cuidando da saúde mental das crianças”, publicado pela UNICEF no ano passado, as novas gerações poderão sentir o impacto da saúde mental por anos.

Isso acontece pois crianças e adolescentes precisaram ficar longe de elementos fundamentais para a sua formação, como o ambiente escolar, os amigos, brincadeiras e até familiares, em um período fundamental para o seu desenvolvimento.

A estimativa é que 1 em cada 7 crianças e adolescentes pode sofrer com algum transtorno mental no futuro.

Os efeitos psicológicos da pandemia podem afetar cada faixa etária de uma maneira diferente, pois os mais novos poderão ter maior facilidade em se adaptar à vida pós-pandemia.

Já os adolescentes e crianças mais velhas poderão ter mais dificuldade em retomar a vida social, podendo ocorrer uma tendência a interpretar o mundo como algo perigoso.

Para combater esse cenário, a UNICEF aponta que fatores de proteção, como cuidadores amorosos, ambientes escolares seguros e relacionamentos positivos com colegas podem ajudar a reduzir o risco de transtornos mentais.

No entanto é preciso que a proteção à saúde mental dos jovens seja uma preocupação de todos, incluindo governos e parceiros dos setores público e privado.

Nas escolas, é importante que os pais, familiares, cuidadores e educadores estejam alinhados e preparados para abordar o tema da saúde mental como parte da saúde integral.

Outro ponto importante é a quebra do silêncio em torno do assunto, fomentando uma cultura de escuta empática (sem julgamentos) e levando a sério a experiência de crianças, adolescentes e jovens. Por meio dessas ações, é possível compreender melhor as necessidades de cada um e promover atendimentos individualizados.

A rede de apoio entre os pares também é fundamental na abordagem do problema, criando formas de valorizar o diálogo entre os próprios adolescentes sobre saúde mental.

Nesse cenário, o papel da gestão escolar é incluir o assunto no cotidiano da instituição, incentivando o diálogo e a criação de um ambiente seguro para que todos sintam-se compreendidos.

A tecnologia é fundamental na organização desses espaços, de modo que os professores e gestores tenham tempo para se dedicar a essas atividades, além de realizar cursos e treinamentos de capacitação para lidar com os desafios dessa abordagem.

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