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Tudo o que você precisa saber sobre Projeto de Vida

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Novo ensino médio, projeto de vida

Nos últimos anos, a educação no Brasil está passando por uma série de mudanças para estimular a formação integral dos jovens. Neste contexto, o Novo Ensino Médio flexibiliza os currículos, destaca o desenvolvimento de competências socioemocionais, aumenta a carga horária anual e cria o Projeto de Vida, que deve ser implementado em todas as escolas.

O Projeto de Vida no Novo Ensino Médio tem o objetivo de ajudar os alunos a fazerem melhores escolhas pessoais e profissionais. Nesse cenário de transformações constantes, o desafio das escolas envolve reorganizar o currículo e oferecer itinerários formativos de acordo com os interesses e planos futuros dos estudantes.

O que é o Novo Ensino Médio?

O Novo Ensino Médio é um modelo de aprendizagem dividido em áreas do conhecimento, seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e que tem como objetivo promover o protagonismo dos estudantes, aumentando a conexão entre os jovens e a escola.

No novo modelo, uma parte da carga horária é comum a todos os estudantes, com as matérias tradicionais, e ao menos 40% são dedicados aos Itinerários Formativos, que os alunos podem escolher de acordo com seus interesses e a disponibilidade da instituição.

Segundo o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed), a proposta do Novo Ensino Médio considera três grandes frentes:

  • Desenvolvimento do protagonismo dos estudantes e de seu Projeto de Vida por meio da escolha orientada do que querem estudar;
  • Valorização da aprendizagem, com a ampliação da carga horária de estudos;
  • Garantia de direitos de aprendizagem comuns a todos os jovens, com a definição do que é essencial nos currículos a partir da BNCC.

Entre as principais mudanças, estão a definição das disciplinas em quatro áreas do conhecimento, assim como já ocorre no ENEM:

  • Linguagens e suas Tecnologias;
  • Matemática e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Além disso, os currículos são compostos pelos conhecimentos previstos na BNCC e pelos Itinerários Formativos, o conjunto de unidades curriculares ofertadas pelas escolas que possibilitam ao estudante aprofundar seus conhecimentos.

Com as novas diretrizes, há também um aumento gradual na carga horária de cada ano do EM e as redes poderão distribui-la de acordo com sua realidade, desde que seja implementada uma carga anual mínima de 1.000 horas para os três anos.

O que é o Projeto de Vida?

O Projeto de Vida na escola é um itinerário voltado para o autoconhecimento do estudante, em busca de responder as perguntas “Quem eu sou?” e “Quem eu quero ser?”, articulando o caminho entre elas de forma independente e objetiva.

Esse processo envolve planejamento e prática, de modo que o jovem aprenda a se conhecer melhor, identificar seus potenciais e interesses, definindo metas e estratégias para alcançá-los.

Além de não ter uma carga horária mínima estipulada, variando de acordo com as regras de cada instituição, não serão exigidos provas ou trabalhos aos quais serão atribuídas notas.

Nesse sentido, a escola cumpre um de seus papéis relacionados à formação de pessoas, indo além de ensinar o conteúdo das disciplinas, e colocando o adolescente como protagonista da própria jornada.

A ideia é propor práticas mais inclusivas que ajudem a diferenciar o currículo e incentivar nos alunos a habilidade de projetar e planejar o futuro, valorizando suas experiências e sonhos.

O foco, portanto, está no processo de ampliar o repertório do estudante e incentivar a reflexão sobre si mesmo e o mundo à sua volta, fazendo planos e estratégias para conquistar seus objetivos a longo prazo.

Assim, ao trabalhar qualquer uma das competências gerais da BNCC, inclusive o Projeto de Vida, é preciso explorar três pilares:

  • Pessoal

O desenvolvimento pessoal está intrinsecamente ligado ao autoconhecimento, de modo que a escola deve propor atividades que levem os alunos a compreenderem suas identidades e se reconhecerem como sujeitos.

Uma forma de fazer isso é trabalhar questões que levem à reflexão, explorando os diferentes aspectos que os façam compreender quais são suas habilidades, interesses, desejos e pontos a serem melhorados.

O planejamento para o futuro também está relacionado ao reconhecimento da origem, desenvolvimento de autoestima, autoaceitação e amadurecimento das emoções, tornando a dimensão pessoal a base para a elaboração do Projeto de Vida.

  • Social

O desenvolvimento do âmbito pessoal consiste em provocar os estudantes a compreenderem que a sua realidade e a sociedade em geral são resultado de ações individuais.

A partir disso, é possível estimular o senso de responsabilidade sobre as ações que impactam o bem comum, levando o estudante a pensar sobre a resolução de problemas coletivos.

Ao desenvolver consciência sobre as responsabilidades da vida em sociedade, a escola contribui para a construção da cidadania responsável e crítica, formando pessoas capazes de lidar com o trabalho coletivo, a resolução de problemas e o gerenciamento de relacionamentos.

  • Profissional

Em geral, o âmbito profissional costuma ter destaque no projeto de vida, pois é o que irá orientar a trajetória do estudante e desenvolver diversas questões relacionadas ao seu futuro.

Por isso, é importante que a escola oriente o aluno sobre as carreiras profissionais a partir de suas expectativas e da dimensão pessoal discutida anteriormente.

Qual o objetivo do Projeto de Vida e quem pode ministrar?

O principal objetivo desse componente é fomentar o protagonismo e a autonomia do estudante em suas escolhas, promovendo o desenvolvimento de habilidades como cooperação, compreensão, análise crítica da realidade, defesa de ideias e domínio de tecnologias.

Com isso, estimula o autoconhecimento ao auxiliar os alunos a refletirem sobre suas identidades e papéis na sociedade, com ferramentas para tomar decisões e fazer planejamentos mais conscientes para o futuro.

Dessa forma, as propostas de aprendizagem devem estar voltadas às escolhas de cada um, valorizando as potencialidades e desenvolvendo as habilidades e competências individuais.

O professor também passa a assumir o papel de mediador ou tutor, proporcionando as condições necessárias para criar espaços de diálogo, além de amparar os estudantes e ter uma postura aberta, flexível e empática.

Por isso, o Projeto de Vida pode ser ministrado por um professor de qualquer área do conhecimento e não precisa ser, necessariamente, um psicólogo ou pedagogo.

Como colocar em prática?

As diretrizes do Novo Ensino Médio não estipulam como o Projeto de Vida deve ser oferecido, dando liberdade para a escola definir como será organizado – se nos moldes de uma disciplina e ministrado por um único docente ou com várias palestras e dinâmicas com professores diferentes, de acordo com o tema da aula e a área de atuação.

Se for criada uma disciplina com um professor específico, é preciso garantir que esta área seja incorporada aos demais componentes curriculares, dialogando com os outros aprendizados.

Caso o projeto seja trabalhado de forma transversal, em que todos os docentes se mobilizam para desenvolver os interesses e vocações dos estudantes, os professores devem dialogar para garantir a integração entre as atividades.

No novo modelo do ensino médio, cada aluno poderá montar sua grade curricular, de acordo com o que estiver disponível na escola, escolhendo em quais áreas irá se aprofundar.

O Projeto de Vida pode entrar tanto nas 1200 horas da formação geral quanto nas 600 horas dos chamados Itinerários Formativos, dependendo da definição de cada instituição.

Para isso, as instituições precisam reestruturar a carga horária e o currículo para abranger essas mudanças e elaborar horários com alta qualidade pedagógica.

Neste processo de mudança, conte com o URÂNIA para solucionar os desafios que o Novo Ensino Médio traz para elaboração da grade horária.

O URÂNIA é uma solução que está preparada para dar todo o suporte à gestão escolar, pois oferece funções que permitem incluir novas disciplinas na matriz curricular de forma simples e prática, seja para turmas presenciais, remotas ou híbridas.

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