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Algumas pessoas pensam que o plano de aula é apenas um conjunto de anotações dos professores para não se perderem, mas ele vai bem além disso! Trata-se de um documento detalhado, que reúne as respostas sobre:

  • O que será ensinado?
  • Quais métodos serão utilizados?
  • Como será avaliado o aprendizado do aluno?
  • Qual será o cronograma de ensino?
  • Dentre outras informações específicas.

Como sabemos que essa pode se tornar uma tarefa cansativa e confusa no começo, criamos este guia com instruções para elaborar um bom modelo de Plano de Aula, além, é claro, de te oferecer um exemplo gratuito para download no final do artigo. Confira as nossas dicas e crie o seu Plano de Aula!

Qual a importância de um plano de aula?

Não é segredo para ninguém: O planejamento é essencial para o sucesso de qualquer projeto, por óbvio na atividade docente não poderia ser diferente. O Plano de Aula é de fundamental importância para que você tenha êxito na entrega do conhecimento.

Durante a elaboração, você enquanto professor, deverá assumir o papel de aluno, pesquisando e refletindo sobre a melhor forma de tornar o conteúdo acessível.

Afinal, independente do assunto que você leciona, o modo como você divide o Plano de Aula será responsável por guiar todo o processo de aprendizagem, e, é por isso, que ele é tão importante.

É preciso estar ciente de que ir para a sala de aula sem preparar um bom material certamente afetará a qualidade do aprendizado.

Por onde começar a criar o plano de aula? 

1. Conheça seus alunos: 

Saber para quem você vai falar é fundamental. Já ouviu falar sobre adequar o discurso para o público? Pois então, é preciso saber o que eles sabem antes de avançar.

DicasBusque saber o nível de entendimento dos seus alunos sobre o assunto, assim como de matérias correlacionadas ao tema. Analise as maiores dificuldades e enumere cada uma delas, que servirão de base para elaborar seu planejamento de aula. Desta maneira você irá sanar as dúvidas e desenvolver um bom plano de aula.

2. Pesquise sobre seus temas:

Nós nunca vamos saber de tudo, por isso é preciso pesquisar, talvez um estudo recente seja interessante e evidencie novos resultados sob um viés que você nunca pensou.

Dica: Mesmo que domine um determinado tema, mudanças podem ocorrer de maneira repentina. Portanto, atualize-se sempre sobre todos os conteúdos que pretende lecionar.

3. Reúna todo tipo de material:

As aulas tradicionais com alunos passivos ou um professor que fala sozinho, não chamam mais atenção. Opte por vídeos explicativos, entrevistas, palestras interessantes, pesquisas em sites, experiências fora da sala de aula, etc. Tudo isso enriquece o conteúdo e faz com que suas aulas sejam mais interessantes para os alunos.

Passo-a-passo para criar um plano de aula

Antes de mais nada você precisa ter consciência de que cada série de ensino tem uma definição clara de quais conteúdos devem ser abordados durante o ano letivo. Por isso, você deve ir ao encontro dos interesses de seus alunos, além dos conteúdos exigidos dentro dos Parâmetros Curriculares Nacionais, os PCNs.

Com isso em mãos, é possível definir quais objetos de conhecimento serão necessários para o desenvolvimento dos estudantes ao longo do período escolar. Agora cabe a você determinar como e quando serão aplicados, para isso haja sempre pensando numa estratégia de ensino linear, dividindo as aulas pelos temas que serão lecionados.

Os modelos básicos de Plano de Aula geralmente são compostos por 5 itens: objetivos; conteúdo; desenvolvimento do tema; recursos; bibliografia e avaliação. Separamos em tópicos para que você conheça cada um deles e saiba como iniciar o seu Plano de Aula:

Objetivos:

Com o tema já definido, é necessário que você determine os objetivos que se deseja alcançar na aula. Lembrando que o objetivo é referente ao aprendizado dos alunos, ou seja, a forma como você quer que eles absorvam o conteúdo repassado.

Dica: Eles podem ser divididos em gerais (mais abrangentes e mais complexos de serem atingidos) e específicos (mais precisos e necessários para atingir o objetivo geral). Dentro dos objetivos específicos, ainda é possível diferenciá-los entre: Conceituais: o que o aluno deve aprender e conhecer enquanto conceitos; Procedimentais: o que o aluno deve aprender a fazer; Atitudinais: o que o aluno deve aprender a ser.

Conteúdo:

É nesse momento que você definirá o conteúdo programático ligado ao tema já estabelecido previamente. Apesar de desenvolvido separadamente da seção anterior, você deve elaborá-lo de forma articulada com os objetivos geral e específicos. Afinal, o conteúdo é o meio pelo qual você irá chegar até eles. É o que você apresentará ao aluno para ajudá-lo no aprendizado.

Dica: Eles podem ser dispostos em forma de tópicos para melhor visualização.

Desenvolvimento do tema: 

O desenvolvimento do tema é a organização de como será a aula, uma espécie de roteiro de como ela será conduzida. Nesse caso é relacionada às atividades do professor, diferentemente dos objetivos, citados antes.

Dica: Esse é o espaço para descrever as estratégias, metodologias ou técnicas usadas para guiar a aprendizagem.

Recursos:

São os materiais necessários para obter êxito em suas aulas, e, por conseguinte, estão intimamente ligados ao desenvolvimento do tema. Por isso, é preciso que você verifique com antecedência se a escola poderá disponibilizá-los ou se terá que optar por diferentes alternativas.

Dica: Não fique preso somente em materiais de leitura, diversifique para que sua aula tenha um bom aproveitamento. É preciso que você pense na praticidade, interatividade e simplicidade que irá elevar o nível de conhecimento dos alunos.

Referências Bibliográficas:

Aqui você vai mostrar quais foram as fontes de pesquisa utilizadas na elaboração da aula. Livros, revistas, ebooks, vídeos, trabalhos acadêmicos, todos esses materiais podem e devem ser utilizados. Nesta etapa é importante que você escolha de 3 a 5 bibliografias básicas para trabalhar na aula e sempre que possível traga bibliografias complementares para aprofundar os temas trabalhados em sala.

Avaliação:

Nesta etapa você definirá as atividades voltadas à verificação da absorção de conteúdo. Para mensurar são indicados que os testes, exercícios práticos, dinâmicas e avaliações sejam aplicadas logo após as aulas. Assim, os alunos têm a oportunidade de testar seus conhecimentos sobre o que foi lhe ensinado. Estes momentos devem ser usados para você possa se certificar de que os objetivos propostos no plano de aula foram atingidos.

Dica extra! Auto-avaliação: 

Terminando essas etapas é hora de fazer uma auto-avaliação. É fundamental uma recapitulação de tudo que aconteceu durante as suas aulas. Você deve anotar os imprevistos, os comentários dos alunos, se o seu investimento foi satisfatório ou se deve propor novas alternativas de ensino. Essa prática fará com que você evolua como profissional e melhore sua didática ao longo do tempo. Para te ajudar a obter esses dados pergunte a você mesmo:

  • Como foi o envolvimento e a participação dos alunos?
  • Eles compreenderam a proposta da aula?
  • O que aprenderam?
  • Quais foram suas reflexões?
  • O que deu certo na aula?
  • O que deixou a desejar?
  • Suas estratégias deram conta de desenvolver o tema?
  • O tempo foi suficiente?
  • O que pode ser aprimorado para a próxima aula?
  • Quais foram as dificuldades e facilidades dos alunos?
  • Você foi mediador ou facilitador do processo de aprendizagem?
  • Você atingiu sua meta?

As respostas dessas perguntas serão úteis para a elaboração de melhores Planos de Aulas no futuro, e consequentemente, para te ajudar a lecionar melhores aulas. Se você não sabe por onde começar, não se preocupe! Temos aqui um modelo para você se inspirar.

Considerações finais

É importante pontuar que essa não é a única forma possível de se elaborar um plano de aula. Afinal, cada professor pode fazer pequenas modificações conforme achar mais interessante ou de acordo com as regras de cada Instituição de Ensino. Após ter o planejamento pronto, é preciso ainda avaliar cada aluno individualmente e analisar seu respectivo progresso. É sempre bom lembrar que um plano de aula tem que ser flexível para atender situações imprevistas e outras necessidades que se fizerem presentes.